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O boom dos smartphones
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O boom dos smartphones

O segmento que mais cresceu nos últimos tempos foi o do Smartphone. No Brasil, esse crescimento, em 2010 comparado com 2009, foi de 279% ante os 101% de toda a categoria de aparelhos celulares.

Smartphone é o aparelho que tem um sistema operacional (OS) aberto, ou seja, que permite rodar aplicações e com acesso à internet.

Dentro desse segmento de destaque no país, o trajeto dos sistemas operacionais foi revertido após algum tempo de predominância do sistema Symbian. Acompanhando as tendências globais, começaram a ganhar espaço e importância nesse cenário os sistemas Android e BlackBerry OS. Ambos apresentaram maior crescimento durante o ano de 2010, conforme indica o gráfico abaixo que aponta o share de sistemas operacionais dos novos aparelhos vendidos no mercado até o primeiro trimestre de 2011:

O crescimento mais acelerado do Android ocorre pela disponibilidade em diversos modelos de diferentes fabricantes. Estes lançamentos foram intensificados desde o princípio do ano de 2010, trazendo um excelente resultado na participação dos sistemas operacionais. No final do primeiro trimestre, 1 em cada 4 Smartphones que saiam ao mercado tinham o sistema Android. 

Como os novos sistemas permitem a instalação de aplicativos que facilitam o uso e a navegação na internet, a entrada deles no mercado gerou uma nova cadeia de valor e, com isso, uma alteração nos hábitos de uso e gasto com telefonia móvel.

Os aplicativos são vendidos em lojas dos próprios fabricantes e podem ser pagos diretamente com cartão de crédito. Entretanto, as operadoras não participam da divisão desta receita.

Como mercado referência destaca-se os Estados Unidos, em que os Smartphones estão bem difundidos e já presentes em 38% dos usuários de telefone celular no país. O gráfico abaixo aponta as categorias mais desejadas dentro do grupo de aplicativos pagos para Smartphones no mercado norte americano:

Os jogos são sem dúvida a categoria de maior interesse dos usuários, e, quando analisado de onde são os jogos que os usuários utilizam em seu aparelho celular, é nítido que os aparelhos com Android, iOS e Windows 7 são os que mais tem  jogos, se comparados com os outros sistemas operacionais.

Se analisados em mais detalhes os dados sobre a utilização destes jogos, observa-se que os usuários do iOS gastam mais tempo jogando os jogos que os usuários de outros sistemas operacionais. Este dado pode estar diretamente relacionado com a maior oferta de catálogos na loja da Apple comparada com as concorrentes.

Quando pensamos nas operadoras, que no primeiro momento ficaram de fora na divisão de receita das compras de aplicativos, elas tem a oportunidade de criar planos alternativos de dados para acomodar cada perfil de uso, pois quando comparado o consumo de dados dos usuários de cada sistema operacional, nota-se uma grande diferença entre o consumo dos aparelhos rodando o Android e iOS em relação aos demais. Com esta tendência, a gigante americana Verizon anunciou no mês de junho o fim de seus planos ilimitados de dados, seguindo os passos da sua concorrente AT&T, que tomou esta decisão no ano passado devido ao aumento progressivo do consumo de dados na sua rede, principalmente pelo trafego de usuários do iPhone.

Entrando em outro segmento de grande sucesso recentemente, os tablets apresentam um enorme potencial dado o incentivo do governo em reduzir os impostos para a produção local no Brasil.

No ano passado, a Nielsen fez um levantamento no mercado norte americano logo após o lançamento da primeira versão do iPad para analisar o comportamento dos usuários. A grande concentração naquele momento era entre os usuários denominados de “Early Adopters”, com penetração neste segmento já de 48%, ante os 4% dentre todos os grupos. Os usuários de iPad tinham uma média de 6 outros connected devices, média acima dos usuários de outros dispositivos, conforme mostra o gráfico a seguir:

Quando entramos no detalhe da utilização de aplicativos, os usuários de iPad usam o dispositivo por períodos mais longos que os demais e, se comparado, por exemplo, com um usuário de iPhone, ele usa seções 2.7 vezes mais longas. 

Dentro dos conteúdos mais acessados, observa-se que os conteúdos relacionados a seções longas são os mais acessados pelos usuários de iPad comparados com os usuários de iPhone, que utilizam conteúdos de curta duração. 

Quando o usuário foi questionado a respeito de sua vontade de pagar pelo conteúdo dentro de alguns intervalos pré-definidos, os conteúdos de jogos é os que teriam a melhor aceitação no mercado norte americano, variando entre USD 2,00 e USD 5,00, por exemplo.

Introduzindo uma das áreas mais importantes para a indústria, a de Advertising, podemos ressaltar que os usuários de iPad são bem mais receptivos a receber e acessar uma propaganda por meio do seu dispositivo. Os itens de destaque, em que temos a maior diferença para os usuários de iPhone, são: a novidade  e o fato de ser interativo.

Já quando questionado quanto à resposta dada à propaganda acessada por meio do dispositivo, verifica-se mais uma vez que os usuários de iPad têm uma taxa de retorno maior do que os usuários de outros dispositivos entrevistados.

Diante deste cenário positivo para os segmentos de Smartphone e Tablets, é claro o alto crescimento dos Smartphones, que vai elevar ainda mais a sua penetração, e os novos sistemas operacionais, com destaque para o Android. O Android vem ganhando participação de vendas no mercado brasileiro com dispositivos capazes de rodar aplicativos, acesso a internet de forma mais fácil e possibilitando a interatividade por meio do Mobile Marketing. 

Já a perspectiva para o segmento dos Tablets também é bastante promissora, dado a iniciativa do governo em conceder a redução dos impostos para os dispositivos fabricados no país, o que vai contribuir para o sucesso que já observamos desde o lançamento do primeiro modelo no final de 2010. Com relação aos hábitos de uso e consumo de mídia, se ocorrer um comportamento similar com o que teve nos Estados Unidos, será uma excelente plataforma de mídia para ser explorada.