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Os ventos que transformam o consumo feminino
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Os ventos que transformam o consumo feminino

Nos últimos anos, vivenciamos a convergência de forças que estão alterando, de forma inequívoca, a maneira como as pessoas se relacionam, acessam a informação, percebem e avaliam o ponto de venda ao realizarem suas compras. 

Com o aumento contínuo da presença da mulher no mundo corporativo e também como chefe da família – mais de um terço das famílias brasileiras –, seu papel ganha, a cada dia, mais relevância. Além disso, as mulheres já são as responsáveis pelas decisões de compras da maioria dos lares.

A mulher, na média, tem mais anos de formação escolar do que o homem. Consequentemente, está muito bem informada e é mais exigente. Junte a isso o fato de ela cultivar mais opções de locais de compra e de produtos. Esta mesma consumidora dispõe de todo o tipo de informação literalmente na ponta dos dedos, seja pelo computador ou pelo celular, pois as formas de interação também passam por grandes transformações. 

A brasileira, que pode ser definida como uma “tri-atleta”, pois cuida da família, da carreira e de si própria, está mais estressada do que nunca. Para ela, o tempo é sua principal commodity, um bem cada vez mais raro, diante do desafio de conciliar papéis distintos, que, muitas vezes, parecem não caber nas 24 horas do dia.

De acordo com um estudo realizado pela Nielsen em 21 países, a mulher brasileira é a quarta mais estressada do mundo, sentindo-se mais pressionada pelo tempo e com raros momentos para relaxar. Enxerga a si própria, então, não apenas estressada, mas, também, sobrecarregada. Com essas informações, fica a pergunta: como atuar nesse cenário?

Em linhas gerais, esta consumidora, que não tem tempo a perder, deseja e precisa de serviços, atendimento e comodidade que atendam às suas necessidades. Assim, facilitar a vida da consumidora é a melhor forma de atuar, tendo sempre como foco contribuir para a redução do estresse gerado pela vida moderna, que é resultado de diferentes estímulos, cobranças, papéis e até, em muitos casos, do sentimento de culpa por estar longe dos filhos por tantas horas ao longo do dia.

Assim, é possível limitar duas variáveis:

Acessibilidade – O que sua empresa pode fazer para facilitar a vida dessa consumidora nos diferentes meios de contato, como telefone, internet, estacionamento, corredores da loja, fila do caixa, entre outros? Sua organização já avaliou que outras experiências de compra ela tem e como ela as compara com a sua organização? 

Sortimento – A consumidora brasileira busca principalmente por praticidade, produtos que a faz sentir bem, e sofisticação. Em um contexto de profundas transformações no hábito de consumo é fundamental compreender a missão de compra da consumidora em relação ao canal. Para que a consumidora tenha uma boa experiência de compra, além dos diferentes pontos de contato com o seu ponto de venda, é fundamental ter o produto certo, na quantidade certa, no momento que esta consumidora precisa. 

É importante destacar que por ter mais opções de produtos e locais de compra e menos tempo, consequentemente, essa consumidora é menos tolerante com falhas operacionais por parte dos varejistas. Ter o sortimento adequado e propiciar acessibilidade aos produtos com uma exposição e comunicação visual que facilite a compra e permita a oferta e não apenas a venda de produtos é o ponto-chave.

Assim, definir a forma de atuar é fundamental. Para isso, conheça seu público-alvo, mas lembre-se de que não é possível ser tudo para todos: quem quer agradar a todos acaba por não agradar a ninguém.