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O fenômeno do crescimento do Brasil: como aproveitar as oportunidades na região com maior ascensão?
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O fenômeno do crescimento do Brasil: como aproveitar as oportunidades na região com maior ascensão?

Estudo realizado pela Nielsen Brasil mostra que a região que mais cresce no Brasil é o Nordeste, cujo perfil de consumo representa oportunidades para fabricantes e varejistas.

Compreender os costumes e o perfil de consumo da região Nordeste do Brasil não é tarefa fácil, tanto pela extensão territorial quanto por suas peculiaridades. A região tem dimensões equivalentes a um país, destaca-se no cenário econômico interno, pelo desempenho acima da média nacional e tem número de habitantes maior que países como Chile e Nova Zelândia. Se o Nordeste fosse um país, seria a 39ª economia do mundo. 

Segundo estudo realizado pela Nielsen Brasil, o Nordeste é a região que apresenta crescimento mais consistente. Além disso, o aumento do consumo nordestino também é superior à média do País. Enquanto a região cresce 7,9%, o consumo nacional cresce 6,2%, de acordo com os itens da cesta avaliados pela Nielsen. 

Só para se ter uma ideia, apenas na região, em dois anos, os consumidores de baixa renda deixaram de representar 67% da população, caindo para 64%. 

As famílias nordestinas são compostas, na maioria, por 4 a 5 pessoas (43%), de nível sócio econômico baixo (64%), e donas de casa mais jovens que buscam preço e promoção. Elas também compram, predominantemente, em canais tradicionais e atacados.

De acordo com o estudo, as marcas regionais têm grande destaque no Nordeste. Elas superam as nacionais com percentuais acima de dois dígitos, destacando-se em 7 das 12 categorias analisadas. As marcas regionais de água mineral e leite em pó, nos oito primeiros meses do ano, cresceram em volume 39,2% e 20,6%, contra 7,5% e 2,3% das nacionais, respectivamente. Muitos produtos são de empresas nacionais ou globais, mas as marcas são regionais para se adaptar ao perfil de consumo dessa região do País.

Esse fenômeno também é atribuído pela adequação das necessidades da região com preços mais competitivos (30% abaixo do mercado) e embalagens que priorizam o custo em relação ao benefício. Os fabricantes estão investindo na busca de clientes em um novo estágio de consumo. 

Nesse novo estágio de consumo, fatores como sofisticação e indulgência também começam a despontar e a influenciar os consumidores de classes mais baixas na hora da compra. Um exemplo fica com a categoria de papel higiênico no segmento de folha dupla, que cresceu em volume por volta de 40% comparado a 2009, tendo a região Nordeste como destaque. Já para a indulgência, a movimentação fica por conta dos biscoitos recheados. Em valores, a categoria de biscoitos (waffer, Maria, salgados, água e sal etc.) aumentou 4,2% em relação a 2009, sendo que os recheados contribuíram em 59% para esse crescimento.