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Tendências de saudabilidade e a luta contra a balança
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Tendências de saudabilidade e a luta contra a balança

O Brasil passa por uma nova fase econômica o que significa um novo padrão de compra e hábitos de consumo. É cada vez mais nítida a mudança de comportamento do consumidor: ele está mais informado, consciente de seu papel no cuidado da sua saúde etc…A preocupação com o corpo e hábitos saudáveis impulsionam o crescimento de alimentos diet/light, integrais ou que ofereçam benefícios e bem estar. Ou seja, é um bom momento para que varejistas fiquem atentos a esta nova tendência parar abastecer sua gôndolas. 

Nas próximas páginas, uma pesquisa da Nielsen, líder global no fornecimento de informações e análises sobre o que o consumidor assiste e compra, mostra que realmente a população está alterando seus hábitos alimentares. Veja a seguir: 

Na América Latina, o brasileiro é o que mais se  considera acima do peso
Um novo estudo da Nielsen mostra que 53% da população mundial se considera acima do peso. América do Norte, Europa e América Latina superam a média global e possuem, respectivamente, 63%, 58% e 58% da população que se consideram acima do peso ideal.

A pesquisa global da Nielsen, com mais de 25 mil entrevistados com acesso à Internet em 56 países, demonstra que, na América Latina, os brasileiros são os que mais se consideram acima do peso, com 62% da população. No país, 43% se consideram um pouco acima do peso, 16% acima do peso e 3% muito acima do peso. Os colombianos são os que mais se consideram próximos do peso ideal, com 44%, e os chilenos representam a população muito acima do peso, com 8%.

Diante desse cenário, mais da metade dos entrevistados latino americanos reportam que tem feito ações para perder peso, sendo o México o maior percentual dentre os outros países, com 60% dos respondentes dizendo que tomam alguma medida para emagrecer.

Dentre essas medidas, Dieta é a melhor opção (74%) para perder peso, seguida da prática de exercícios físicos (61%). No Brasil essas duas atividades se destacam com percentuais ainda maiores: 76% dos brasileiros pesquisados têm mudado seus hábitos alimentares, enquanto 64% dos respondentes têm praticado algum esporte.

De contar calorias e dietas macrobióticas a jejuns de proteína líquida e regimes de baixo carboidrato e ricos em proteína, as soluções para controle de peso têm o poder não apenas de mudar as medidas da cintura, mas também de influenciar a indústria alimentos. A forma mais popular para perder os quilos indesejados, segundo 74% dos entrevistados na América Latina, é cortar a ingestão de gorduras, contra 71% de respondentes no Brasil. Reduzir chocolates e alimentos com açúcar (68% AL e Brasil) e ingerir alimentos frescos, mais naturais (63 e 65%, respectivamente) representam as três formas principais que os consumidores estão mudando sua alimentação. 

Outras formas para emagrecer incluem comer porções menores, na qual o Brasil se destaca no percentual de respondentes frente à América Latina (59% vs 47%), comer menos alimentos processados (34%), entre outros.

As opções para uma alimentação saudável variam
A maior parte dos entrevistados brasileiros concorda que há benefícios em ingerir alimentos com grãos integrais com alto teor de fibras para promover uma alimentação saudável. Quase 40% dos consumidores declararam comprar estes produtos regularmente, 35% compram ocasionalmente e apenas 7% nunca adquiriram estes alimentos. Óleos e margarinas para o controle do colesterol também são populares para 43% dos compradores regulares e 30% dos ocasionais. 

Aumento do consumo de algumas categorias
O reflexo dessa busca por alimentos saudáveis é refletido também no painel Autosserviços, Nielsen Sacantrack, no qual observamos o ganho de importância de segmentos com apelo de faz bem, tais como: integrais, baixa caloria ou colesterol e alimentos acrescidos de vitaminas. 

O segmento de integrais para pães de forma e torradas, por exemplo, já representam quase metade das vendas da categoria. Já leites especiais ganham dois pontos percentuais dentro da categoria leite asséptico, chegando a uma importância de 6,7% de importância.

Sobre a Pesquisa Global da Nielsen
A Pesquisa Global da Nielsen foi conduzida em março/abril e agosto/setembro de 2011 e entrevistou mais de 25.000 consumidores in 56 países na Ásia-Pacífico, Europa, América Latina, Oriente Médio, África e América do Norte. A amostra possui quotas de faixas etárias e sexo para cada país com base nos internautas de cada país e é ponderada para ser representativa dos consumidores com acesso à Internet, tendo uma margem de erro máxima de ±0,6%. Esta pesquisa da Nielsen se baseia apenas no comportamento de entrevistados com acesso à Internet. As taxas de penetração de Internet variam por país. A Nielsen utiliza um reporte padrão mínimo de 60 por cento da penetração de Internet ou uma população de no mínimo 10 milhões de usuários de Internet para que o país seja incluído na pesquisa. A Pesquisa Global da Nielsen, que inclui O Índice Global de Confiança do Consumidor, foi estabelecida em 2005.