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Depois de cinco anos, classe C deixa de puxar o consumo no Brasil no primeiro trimestre
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Depois de cinco anos, classe C deixa de puxar o consumo no Brasil no primeiro trimestre

Redução da concessão de crédito e alta inflacionária faz com que classe C desacelere consumo estimulado neste primeiro trimestre pelas classes A/B

São Paulo, Brasil (julho de 2014) – A Nielsen (www.br.nielsen.com), provedora global de informações e insights sobre o que o consumidor assiste e compra, acaba de divulgar o estudo Tendências 1º Trimestre de 2014 – que investiga as variações de volume, valor e preço de 137 categorias de produtos de consumo de massa em todas as regiões do País (divididas pela empresa em sete áreas geográficas*).

De um modo geral, apesar de alguns pontos positivos apresentados no cenário econômico, como a redução do desemprego (5%), a queda da inadimplência (4,4%) e o aumento da renda real (3%), o brasileiro apresentou uma redução de 2,5% na intenção de consumo no primeiro trimestre, em relação ao mesmo período do ano anterior. A mudança no comportamento está ligada ao aumento da inflação (2,9%), o comprometimento da renda (0,3%) e o endividamento (4,7%). Diante desse cenário, a classe C é mais afetada em sua vida financeira, pois apresenta, em média, um gasto 15% superior a sua renda mensal. “Embora a classe AB seja quem mais contribuiu para o crescimento em 2014, a classe C ainda é o principal grupo consumidor”, ressalta Ilo Souza, analista de mercado da Nielsen.  

No primeiro trimestre, o consumidor reduziu as idas aos pontos de venda (3,6%), mas aumentou o ticket médio gasto (8,2%). Por esse motivo, praticamente todas as cestas analisadas pela empresa apresentaram um crescimento em valor em comparação com o mesmo período de 2013. Bebidas Alcoólicas (15,6), Bebidas Não Alcoólicas (6,6%), Higiene e Beleza (5,3%), Limpeza Caseira (6,2%), Mercearia Doce (3,2%), Mercearia Salgada (4,6%) e Perecíveis (15,3%).

“Com o intuito de reagir frente ao aumento de preços e conquistar o bolso do consumidor, algumas marcas investiram em ações para reduzir o preço de seus produtos no PDV”, comenta Ilo Souza. Em geral, duas foram as ações realizadas por fabricantes e varejistas para tornar os produtos mais baratos nas gôndolas: descontos e embalagens promocionais. Entre as categorias que mais investiram em descontos, ganham destaque as cestas de Bebidas Alcoólicas (83%), Bebidas Não Alcoólicas (80%), Mercearia Doce (70%) e Higiene e Beleza (61%). 

Com as embalagens promocionais, os destaques foram principalmente Higiene e Beleza, Bebidas Não Alcoólicas e Limpeza Caseira.

Cestas Alimentares – Em Mercearia Doce, Leite Condensado e Biscoito tiveram o melhor desempenho do trimestre em volume (13,3% e 3,4%, respectivamente). Já em Mercearia Salgada, os destaques foram Peixe Enlatado (20,7%) e Pão (10,4%). Em Perecíveis, Sorvete se destaca das demais categorias com 35,3%.

Cestas de Bebidas – O verão contribuiu para o crescimento em volume da cesta de Bebidas Não Alcoólicas. Energético foi o destaque do período com 34,8%, seguido de água de Coco (30,8%) e Suco Pronto (28,4%). Na cesta de Bebidas Alcoólicas, os destaques vão para Whisky, com 32,2%, e Aguardente de Cana, com 13,6%.

*Áreas Nielsen:

Área I: Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Bahia, Sergipe, Piauí e Maranhão.

Área II: Minas Gerais, Espírito Santo e interior de Rio de Janeiro.

Área III: Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

Área IV: Região Metropolitana de São Paulo.

Área V: Interior de São Paulo.

Área VI: Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Área VII: Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso.

Cap. Norte: Belém e Manaus