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Venda de Higiene e Beleza sobe desde o Plano Real
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Venda de Higiene e Beleza sobe desde o Plano Real

A venda de itens de higiene e beleza tem crescido num patamar acima da média dos bens de consumo rápido, de acordo com pesquisa da Beauty Fair (Feira Internacional de Beleza Profissional, considerado o maior evento do setor nas Américas), realizada pela Nielsen. O estudo destaca que desde 1994, a cesta de Higiene e Beleza aumentou 185%, enquanto a média de crescimento dos itens de consumo rápido foi de 124% no tamanho da cesta.

O coordenador de atendimento ao varejo da Nielsen, Carlos Gouveia, considera que a venda de itens dessa categoria tende a ser preservada mesmo durante cenários de piora na economia.

Segundo o estudo, em 20 anos de Plano Real, a cesta de consumo de Higiene e Beleza nunca teve retração, crescendo quase três vezes durante este período. Tudo isso pode ser comprovado pelo grande número de produtos lançados só em 2014: 2.102 itens de higiene e beleza, enquanto a média de lançamentos de outros produtos (alimentos, bebidas, produtos de limpeza) é de 960 no mesmo período. Todos os meses os consumidores são ‘bombardeados’ com novos cosméticos e a ‘lista de desejos’ dos mais antenados vai crescendo. São dezenas de esmaltes, batons, xampus e perfumes que chegam às prateleiras dos supermercados e lojas e dominam o coração dos brasileiros.

 “Os produtos do setor de beleza têm um apelo emocional que ajuda a preservar a autoestima dos brasileiros em cenários de tensão. Tanto que a compra por indulgência (“eu mereço”) aumenta em tempos de crise”, explica o coordenador.

O argumento de que o consumo de higiene e beleza se sustenta durante crises foi justificado por uma pesquisa que estudou o comportamento das famílias durante 2009, ano de deterioração na economia global. Naquele ano, apenas 17% das pessoas de um grupo entrevistado disseram que reduziriam gastos com abastecimento do lar e, dentre elas, 86% afirmaram que manteriam sua cesta de higiene e beleza.