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Escolhas sustentáveis: Como empresas socialmente responsáveis lucram com isso?
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Escolhas sustentáveis: Como empresas socialmente responsáveis lucram com isso?

Em um mundo de escolhas, as razões para comprar um produto em vez de outro podem ser conduzidas por múltiplos fatores. Uma recente pesquisa global online da Nielsen constatou que os consumidores estão cada vez mais dispostos a pagar mais por produtos sustentáveis. De fato, 66% dos entrevistados dizem estarem dispostos a pagar mais por produtos e serviços que vêm de empresas que estão comprometidas com um impacto social e ambiental positivo, acima dos 55% em 2014 e 50% em 2013.

As preocupações com o meio ambiente e a sustentabilidade empresarial continuam ganhando força em todo o mundo, a compreensão da ligação entre sentimento e ações de compra nunca foram tão importantes. Na verdade, uma análise de vendas da Nielsen no varejo de 2014, mostrou que as marcas que demonstram um compromisso com a sustentabilidade cresceram mais de 4%, enquanto aquelas que não demonstram, tiveram menos de 1%. Para os consumidores globais, o que é compromisso social e ambiental?  E mais especificamente, quais são as maneiras mais eficazes para que as empresas repercutam seus valores? Para obter uma melhor compreensão sobre como os consumidores demonstram que se importam a Nielsen entrevistou 30.000 consumidores em 60 países em todo o mundo e pediu-lhes para indicar quais foram os fatores que tiveram mais influência sobre seus hábitos na hora da compra de produtos como alimentos, bebidas, produtos de higiene pessoal e medicamentos. Os fatores mais importantes entre os pesquisados incluiu uma mistura de expectativas da empresa e benefícios pessoais – as principais respostas foram a confiança da marca, ingredientes naturais, benefícios para a saúde e bem-estar.

MARCA DE CONFIANÇA

As empresas que querem impressionar os consumidores precisam saber que a marca de confiança no topo da lista influencia na hora da compra para mais da metade (62%) dos entrevistados globais pesquisados.

“Confiança e reputação da marca são de extrema importância”, afirma Carol Gstalder, vice-presidente sênior de soluções de reputação e relações públicas da Nielsen. “Uma excelente reputação faz com que seja muito mais provável que uma empresa seja bem-vinda em novas comunidades; cooperar com as mais respeitadas organizações sem fins lucrativos que trabalham com questões dos consumidores mais importantes; e ser uma fonte para produtos e serviços. E o que sabemos com certeza é que a sustentabilidade está desempenhando um papel cada vez mais importante na tomada de decisão do consumidor”.

Quando se trata de intenção de venda, compromisso com o meio ambiente tem o poder de influenciar a compra do produto para 45% dos consumidores entrevistados. Além disso, o compromisso de valor social (43%) e da comunidade do consumidor (41%) também são importantes.

Os resultados da pesquisa são mais do que apenas palavras bonitas, como dados de varejo apoiam a importância desses influenciadores e provam que os consumidores estão colocando dinheiro onde suas bocas estão. Em 2014, 65% do total das vendas a nível mundial foi medido e gerado por marcas de comércio que tem transmitido compromisso de valor social e/ou ambiental.

“Isso indica que há uma oportunidade para as marcas que já construíram um nível elevado de confiança por parte dos consumidores para avaliar onde melhor introduzir produtos sustentáveis no mercado para impulsionar o crescimento”, diz Gstalder. “Por outro lado, as grandes marcas que aumentam seu consumo global ignoram riscos de sustentabilidade e reputação do negócio. Isso pode dar aos concorrentes de todos os tamanhos, a oportunidade de construir uma relação de confiança com o predominantemente jovem socialmente consciente, que procuram por produtos que estejam alinhados com os seus valores.”

SAÚDE E BEM ESTAR

Além de marca de confiança, os consumidores estão à procura de produtos que são bons para eles e para a sociedade. Um produto com benefícios para a saúde e bem estar são influentes na decisão da compra para mais da metade dos entrevistados (59%). Os produtos fabricados com ingredientes frescos, naturais e/ou orgânicos carregam um peso semelhante para os consumidores (57%). Encontrar oportunidades para preencher os dois é uma maneira poderosa e eficaz de se conectar com os consumidores.

Outros resultados incluem:

  • Os consumidores na América Latina, Ásia, África e Oriente Médio estão de 23 % a 29% mais dispostos a pagar por produtos premium sustentáveis do que os países desenvolvidos.
  • O percentual de vendas que vêm de marcas por meio de uma combinação de reclamações relativas à embalagem e sustentabilidade integrada às promoções de marketing é muito mais elevado que nos mercados desenvolvidos em países em desenvolvimento.
  • Quase três de quatro entrevistados da Geração Y estão dispostas a pagar mais por produtos sustentáveis, aproximadamente metade do que no ano de 2014.
  • As marcas que usam a reivindicação e a sustentabilidade como abordagem de marketing, incluindo comida para bebê (85%), café (78%), chá (61%) e lanches (60%) – composto por uma maioria de vendas medidas nessas categorias, respectivamente.

SOBRE A ANÁLISE DE VENDAS DE VAREJO

As conclusões com base nas informações de vendas no varejo incluídas neste relatório são coletadas a partir de lojas que utilizam a tecnologia e/ou equipes de auditores de campo locais no ponto de venda eletrônica. Os dados representam um corte de 1.319 marcas entre 13 categorias (categorias consumíveis e não consumíveis) em toda e média de 13* países para o período de 12 meses que termina em Dezembro de 2014. Em média, as marcas medidas neste estudo representam 73% das vendas em valor de 2014 (USD) em cada categoria de país analisados (marcas de rótulo privado não foram incluídas). Lojas de rede de varejo mundial da Nielsen incluem supermercados, conveniência e descontos de varejistas, que, através de vários acordos de cooperação, compartilham seus dados de vendas com a Nielsen.

*Argentina, Austrália, Brasil, Chile, China, Colômbia, Alemanha, Índia, Itália, Filipinas, Rússia, Singapura, Coreia do Sul, Tailândia, Reino Unido e os EUA.