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Gastar ou economizar? Consumidores globais não se arriscam no segundo trimestre
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Gastar ou economizar? Consumidores globais não se arriscam no segundo trimestre

Nossa perspectiva a respeito da economia, e como o nosso bolso é afetado por ela, pode impactar diretamente em nossa vontade de gastar e poupar. Como tal, não é nenhuma surpresa que as mudanças na confiança do consumidor possam influenciar nas decisões para economizar em despesas domésticas. No segundo trimestre, o índice global de confiança do consumidor diminuiu um ponto, caindo para uma pontuação de 96, e estratégias de poupança continuaram na mentalidade dos consumidores ao redor do mundo.

“Mesmo que o sentimento sobre as próprias condições pessoais dos consumidores tenha aumentado nos últimos anos, ainda há uma preocupação generalizada entre os eles sobre a recessão”, disse Louise Keely, vice-presidente sênior da Nielsen, e presidente do Instituto Demand. “Na verdade, seis anos após o fim oficial da Grande Recessão, mais da metade (54%) dos entrevistados globais ainda acreditam que seu país está em recessão. Assim, enquanto a confiança global dos consumidores está aumentando lentamente para atingir níveis quase otimistas no ano passado, ainda há evidência de que os consumidores sentem dúvidas sobre o futuro de seus países. As vendas no varejo têm sido mais lentas, reflexo da incerteza que persiste”.

Os níveis de gastos mais baixos são reflexos do fato de que quase dois terços (65%) dos consumidores de todo o mundo estão pensando mais na economia  . Esta perspectiva cautelosa destaca-se mais na América Latina (79%), seguido pelo Oriente Médio/África (69%), Ásia-Pacífico (66%), América do Norte (59%) e Europa (58%) – mais da metade dos entrevistados nessas regiões dizem que estão tomando medidas para economizar em despesas domésticas em comparação a um ano atrás.

Enquanto estratégias de poupança se distinguem entre as regiões, existem algumas práticas comuns no mundo todo. Entre aqueles que dizem que estão tomando medidas para economizar, gastar em roupas e custos com entretenimento fora de casa são as duas principais áreas previstas para reduzir gastos. Cortar custos com gás e energia elétrica, juntamente com gastar menos em refeições fora de casa e comprar marcas mais baratas nos supermercados, são outras principais prioridades de poupança. Despesas que afetam o transporte, turismo/férias, entretenimento em casa e substituição dos aparelhos de uso doméstico são um pouco mais protegidas.