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Índice de Confiança do Consumidor no Brasil e na Região da América Latina é o mais baixo desde 2009
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Índice de Confiança do Consumidor no Brasil e na Região da América Latina é o mais baixo desde 2009

A confiança dos consumidores na região da América Latina declinou lentamente por cerca de dois anos, caindo dois pontos nos últimos resultados do primeiro trimestre de Pesquisa Global de Confiança do Consumidor da Nielsen. O índice regional de 86 foi a pontuação mais baixa desde 2009.

A confiança no Brasil, a maior economia da região, baixou pelo segundo trimestre consecutivo, caindo sete pontos para o índice mais baixo do país desde 2009. O sentimento sobre as perspectivas futuras de trabalho também teve uma nova baixa, caindo de 10 pontos percentuais para 27%, já o sentimento acerca das finanças pessoais diminuiu seis pontos percentuais, para 60%, o segundo nível mais baixo em 10 anos. Da mesma forma, o número de brasileiros que acreditavam que estavam em recessão aumentou para 85% de 73% no trimestre anterior e de 55% um ano atrás.

“No Brasil, os resultados refletem a incerteza em relação à capacidade do país de aumentar as taxas de crescimento em curto prazo, retornar a níveis inflacionários mais moderados e evitar aumentos de desemprego”, disse Luis Arjona, Cluster Leader, Nielsen Brasil. “Preocupados com o cenário econômico geral, consumidores brasileiros se tornaram mais conservadores quanto ao rendimento disponível reduzindo gastos fora do lar, e fazendo compras mais planejadas em supermercados. Eles também estão aumentando a parte de despesas com mercearia em lojas de desconto e reduzindo categorias de gastos por impulso”.

Dos sete mercados latino-americanos mensurados, Chile (87) e Argentina (75) mostraram os únicos ganhos de confiança do consumidor, subindo seis e oito pontos, respectivamente, enquanto a confiança na Venezuela (65) caiu cinco pontos, e a pontuação do Peru (99), diminuiu dois pontos no primeiro trimestre. A confiança na Colômbia manteve-se em 94 no quarto trimestre de 2014.

Regionalmente, o sentimento sobre as perspectivas de emprego para os próximos 12 meses diminuiu quatro pontos percentuais, para 27%, e do sentimento sobre finanças pessoais caíram dois pontos percentuais, para 56%, enquanto as intenções de gastos imediatos aumentaram um ponto percentual para 36%. O sentimento de recessão cresceu na região, passando de 73% no final do ano passado para 78% no primeiro trimestre, o mais alto de todas as regiões medidas em pesquisa da Nielsen.