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Epidemia de dengue e surgimento dos vírus zika e chikungunya impulsionam vendas de repelentes
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Epidemia de dengue e surgimento dos vírus zika e chikungunya impulsionam vendas de repelentes

Atualmente, as epidemias de dengue e zika vêm sendo alvo de atenção e preocupação em todo o mundo. O aedes aegypit, responsável por transmitir não só a dengue como também os vírus zika e chikungunya, contamina por meio de sua picada, que infelizmente só pode ser evitada pelo uso de repelentes, segundo o Ministério da Saúde.  A situação se agrava ainda mais nesta época do ano, pois a proliferação do mosquito é maior devido às frequentes chuvas de verão e o acúmulo de água parada, que propiciam o ambiente ideal para sua reprodução.

Este cenário, tanto sazonal quanto epidêmico, tem beneficiado a indústria e fez com que as vendas de repelentes no Brasil disparassem. A categoria registrou um avanço de aproximadamente 50% em seu faturamento no ano passado, época em que os casos das doenças surgiram em boa parte do país. Em dezembro de 2015, as vendas subiram em valor, 230%, e em volume, 115%, comparado como mesmo período de 2014.  E o avanço deve continuar no mesmo ritmo em 2016.

Tanto o crescimento em volume quanto em valor de repelentes é bem mais significativo nos quatro últimos meses de 2015 (55% e 88%, respectivamente) que a variação do ano todo (32,5% e 49,5%). Somente no interior de São Paulo, no ano passado, as vendas subiram mais de 100% devido ao surto de dengue. Agora, com o zika, os números vão aumentar.

Segundo a OMS, apesar da América Latina estar sendo ameaçada pelo aedes aegypit e suas doenças, o Brasil é o país onde mais casos de zika vírus foram identificados, com 3.893 casos suspeitos reportados desde outubro, de acordo com dados oficiais, o que supõe um aumento de 30% em relação aos anos anteriores, desde 2010.