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A confiança dos latino-americanos segue em ritmo de crescimento com 88 pontos
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A confiança dos latino-americanos segue em ritmo de crescimento com 88 pontos

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Já era previsto que o ano de 2017 apresentaria um cenário desafiante para os consumidores na América Latina, fruto das instabilidades econômicas e política. Entretanto, o movimento de alguns indicadores particulares de cada local tem impactado de maneira positiva a perspectiva do consumidor. A confiança dos latino-americanos no terceiro trimestre de 2017 manteve o ritmo de crescimento frente ao segundo, com uma melhora de 3 pontos (88). Mesmo com boas novas, nenhum dos países da região alcançou a linha de otimismo, fixada em 100 pontos.

A nova edição do nosso Estudo Global sobre Confiança do Consumidor, referente ao terceiro trimestre de 2017, apresenta uma novidade: agora 8 mercados são medidos na região da América Latina, com a inclusão da Costa Rica (89). No geral, o estudo aponta que somente o Peru não apresentou melhoras no período, perdendo 3 pontos (94) – entretanto, ainda é o segundo país com melhor rendimento, e o Chile foi o que mais cresceu (92) com 11 pontos, ficando em terceiro lugar. A Colômbia é o mais confiante (99), com ganho de 2 pontos – quase chegando na linha de otimismo, e a Venezuela ocupa o último lugar, mesmo com 10 pontos a mais. O México (91), a Argentina (87) e o Brasil (86) progrediram com 4, 6 e 2 pontos respectivamente.

Perspectivas de trabalho e finanças pessoais: boas ou ruins?
Durante este trimestre, a região latinoamericana segue como a menos otimista do globo quando se trata de trabalho. Nos próximos 12 meses, somente 28% dos entrevistados disseram ter boas percepções de trabalho (vs. 55% global). O Chile foi o país que teve as melhores expectativas quanto ao tema (41%) com um incremento de 13 pontos, em comparação com o trimestre anterior. O Peru, por outro lado, foi o único que apresentou uma queda de 6 pontos (38%), mas ainda é o segundo com maior pontuação na região. Já a Venezuela é o menos otimista (13%), seguido pela Colômbia e pelo Brasil com 25% e 24%, respectivamente.

Este cenário impactou a intenção de compra dos entrevistados. Segundo o estudo da Nielsen, somente 34% dos latino-americanos acreditam que os próximos 12 meses serão bons ou excelentes para desembolsar (vs. 48% global), quase o mesmo resultado do período anterior (33%). A Colômbia e o Peru ocupam os primeiros lugares (45% e 40%) e a Venezuela o último com 17%.

Quanto ao estado das suas finanças pessoais, os latino-americanos aumentaram suas expectativas de maneira tímida – hoje 61% as consideram boas ou excelentes (vs. 58% no segundo trimestre). O país de destaque neste aspecto, mais uma vez foi a Colômbia (77%), já que também apresentaram um aumento no índice de confiança, seguido dos mexicanos (84%).

O que preocupa os latino-americanos?
A América Latina é a região do estudo com mais pessoas que acreditam que seus países estão passando atualmente por uma recessão econômica (80% vs. 59% global). Dita percepção é mais forte na Venezuela (94%) e no Brasil (88%). Somente 20% pensa que a economia vai melhorar nos próximos 12 meses, enquanto 46% considera que não e 34% declara não saber. Os brasileiros resultaram os mais pessimistas em relação à saída de uma crise (54%).

Essa visão incerta sobre o futuro afeta diretamente as maiores preocupações dos latino-americanos, sendo a economia a primeira do ranking (32%). Em seguida, aparece a segurança no trabalho (23%) e o crime (22%). Durante este período, os consumidores da Venezuela, do México e do Brasil foram os que manifestaram maior preocupação na região pela economia de seu país (49%, 34% e 33% respectivamente), enquanto os da Argentina manifestaram maior inquietude pelo crime (32%).

Uma curiosidade do estudo é que somente os latino-americanos elegeram o crime como uma das suas três maiores preocupações, e a média de pessoas que vão manter esse pensamento nos próximos 6 meses é três vezes maior do que a média global (23% vs. 7%). Por outro lado, a região é a menos preocupada com o terrorismo (4% vs. 13% global).

Consumidor consciente adota diferentes medidas para economizar
Cada vez mais, o consumidor tem optado por caminhos ponderados, muitas vezes economizando por meio da gestão de suas despesas. Segundo a pesquisa, 78% disseram ter mudado a forma de gastar para economizar (vs. 66% global). Os latino-americanos mantiveram as principais estratégias de poupar do trimestre anterior com o analisado, reduzindo entretenimento fora de casa (51%), comprando menos roupas novas (49%) e mudando para marcas de alimentos mais baratas (47%).

Quando a situação econômica melhorar, os entrevistados afirmaram que permanecerão com os seguintes hábitos: economizar em gasolina e eletricidade (32%), mudar para marcas de alimentos mais econômicas (30%) e reduzir gastos telefônicos (20%).

Confiança no mundo
Globalmente, o índice ganhou 1 ponto (105), e apresentou melhoras em todas as regiões medidas individualmente, sendo o Sudeste da Ásia (120) a mais confiante e a Europa (87) a com menor índice.

A América do Norte cresceu dois pontos (119), rankeada como a segunda região mais confiante.

A Europa manteve o mesmo crescimento dos trimestres passados (87) com mais dois pontos, porém passou a ser a região com menor índice de otimismo ao redor do mundo.

A Ásia-Pacífico seguiu a tendência global de crescimento de confiança, também de um ponto, e atualmente – com 115 – se manteve entre as três regiões que excederam a linha de otimismo do índice.

A América Latina foi a região que mais cresceu no período da pesquisa, com um aumento de 3 pontos, mantendo o ritmo de crescimento (88).

A África / Oriente Médio observou crescimento de um ponto (89) e permanece relativamente estável em relação ao trimestre anterior.

O Sudeste da Ásia passou a ser a região mais otimista (120), o crescimento observado em comparação com o segundo trimestre foi de dois pontos.