Categoria de carnes natalinas é 11% mais barata às vésperas do Natal

FMCG e Varejo | 20-12-2018

Os brasileiros estão esperando até o último minuto para fazer as suas compras de Natal no setor de alimentos. Isso é um reflexo das promoções e descontos realizados no varejo na semana pré-festividade. A categoria de carnes natalinas retratam bem esse cenário com preços que chegam a ser 11% mais baixos. Desde 2015, a importância dessa semana cresceu 11 pontos percentuais, concentrando 48% do volume de compras. Para 2018, a expectativa é de repetição desta tendência promocional.

O consumidor, mais planejado, aprendeu a esperar os descontos que o mercado costuma praticar próximo do dia 25. De acordo com a especialista, “o varejo se adaptou para reduzir preços na semana final para aumentar o giro dos produtos sazonais. O consumidor vem aprendendo que esse fenômeno tende a uma repetição e, por isso, se adequou. Então, o que parece ser correria de quem deixou tudo para última hora, na verdade é planejamento para desembolsar menos. Isso representa que a semana do Natal está ganhando cada vez mais importância, assim como outras datas festivas”, comenta nossa Líder da Indústria de Alimentos, Carolina Araújo.

Além de postergar as compras, o consumidor utiliza outras estratégias, preocupado em economizar. Prova disto é a crescente procura pelo canal de compras Cash&Carry, mais conhecido como “atacarejo”, que apresenta crescimento acumulado de 4,2% desde 2014 e corresponde a 35% do volume das vendas do setor no Natal.

Dentre os produtos que tiveram grande destaque - tanto no Autosserviço quanto no Cash&Carry - estão as opções mais em conta para substituir o tradicional peru. “O brasileiro adequa a data à sua realidade. O frango e as carnes suínas como lombo, tender e pernil, por exemplo, apresentaram crescimento constante durante a semana do Natal no ano passado. O produto que for anunciado a um preço médio menor terá mais chances de entrar na mesa do brasileiro”, explica Carolina.

A data é um momento importante também para chocolates, que têm na semana do Natal o seu segundo maior período de vendas, perdendo apenas para a Páscoa. As caixas de bombons são as mais beneficiadas e chegam a representar 50% do volume total de vendas da categoria durante esta semana, contra 34% da média do ano móvel (12 últimos meses até outubro 2018). Para Carolina, “as caixas de bombons têm uma boa entrada na data por serem acessíveis ao bolso do consumidor e por disporem de um apelo de indulgência (prazer e auto-satisfação) compartilhada, ou seja, é possível partilhá-los entre mais pessoas”.

Outro destaque é o panetone, produto tradicional natalino que foi um exemplo de aprendizado para a indústria com base no comportamento do consumidor nos últimos anos. Em 2016, as marcas de menor preço foram as que se destacaram; já em 2017, as premium conseguiram se sobressair com a estratégia de diminuir o tamanho do produto para conseguir oferecer preços mais atrativos e fazer promoções. “Essa tendência se manteve forte durante todo o ano de 2018 para o mercado de alimentos, portanto, acreditamos que os panetones sejam novamente beneficiados por ela”, complementa Carolina.

A época também favorece os produtos que os brasileiros usam para fazer sobremesas. O leite condensado e o creme de leite, por exemplo, apresentaram aumento de volume de vendas de 97% e 113%, respectivamente, se comparados com as vendas de semanas comuns durante ao longo do ano. “Tanto o consumidor quanto às marcas e os varejistas estão aprendendo a se adequar ao momento de consumo atual no Brasil. Por isso, casos como o dos panetones deram tão certo em 2017. Esse aprendizado é constante e se refletirá novamente neste ano”, conclui.

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