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Investidores brasileiros estão entre os mais conservadores do mundo

Entre os brasileiros que investem, a aplicação de maior preferência, com 42%, foi o fundo de investimentos seguida por ações, com 27%.

São Paulo, Brasil, agosto de 2012 – A Nielsen (www.nielsen.com), provedora global de informações e insights sobre o que o consumidor assiste e compra, acaba de divulgar a pesquisa Global de Atitudes de Investimento ao Redor do Mundo, realizada no primeiro trimestre do ano, mostrando que o perfil dos investidores brasileiros está entre os mais conservadores do mundo. 38% deles são conservadores, aceitando pequenas flutuações, ficando atrás, na América Latina, apenas dos 43% mexicanos e empatando com os argentinos.

Quando o assunto é analisado entre a diferença de sexos, globalmente, os homens são 36% mais ativos em investimentos que as mulheres. Disparidade que se destaca ainda mais na América Latina, com um percentual de 60%.

“Mulheres representam uma oportunidade significativa para a comunidade de investimentos, dado seu crescente acúmulo de dinheiro e o aumento natural de mulheres na força de trabalho, particularmente em mercados emergentes”, pontua Claudio Czarnobai, analista de mercado da Nielsen.

Além disso, homens, geralmente, são mais agressivos que mulheres em suas atitudes em relação a investimentos e têm um maior apetite por risco em suas estratégias de investimento. Na América Latina, as mulheres aceitam menos volatilidade, mas não estão tão distantes dos homens, já que na região eles também são mais conservadores que o restante do mundo.

Investimentos – Na hora de investir, entre os latinos, os fundos de investimentos abertos se destacam frente às outras opções, tais como ações, metais preciosos, títulos de dívida pública, produtos estruturados de investimento, moedas estrangeiras ou derivativos. Entre os brasileiros que investem, a aplicação mais citada, com 42% de preferência, foi o fundo de investimentos seguida por ações, com 27%.

Na contramão do mundo, os investidores da América Latina preferem utilizar as agências físicas para as transações de investimentos, com o percentual de 84%. Na Ásia-Pacífico, 79% dos entrevistados

indicam que utilizaram online banking para transações de investimento, em comparação a 73% que se deslocaram até uma agência física.

No Brasil, 59% utilizam o online banking, 32% o telefone e 17% o celular, mas a grande maioria, 87%, prefere se direcionar até as agências.

“A utilização dos canais de investimento está fortemente correlacionada à maturidade dos mercados, e o canal online está minimamente à frente das agências físicas em diversas regiões por ter se tornado importante para se obter informações atualizadas e para a tomada rápida de decisões sobre investimentos”, esclarece Czarnobai.

Autoconfiança – Como questões de finanças são considerados assuntos pessoais, 49% dos entrevistados ao redor do mundo confiam mais em si mesmos, quando se trata de tomada decisões de investimento, do que em outras fontes de informação. Na média da América Latina, esse percentual é de 43%, sendo o maior índice da Argentina, com 50%, e do lado oposto a Colômbia, com 31%.

Entre os brasileiros, 42% confiam apenas em si mesmos e em mais ninguém, 18% escutam as dicas sobre investimento de comentadores, especialistas ou porta-vozes na TV, rádio e Internet e 17% recorrem aos amigos, parentes e colegas.

Idade – A crença comum é que quanto mais velho a pessoa fica, mais informado e racional ela se torna, principalmente quando se trata de volatilidade financeira e decisões sobre investimentos. Entretanto, as constatações da pesquisa da Nielsen demonstram que isso pode variar conforme a região. Enquanto na África e Oriente Médio 39% dos investidores estão na faixa etária de 21 a 29 anos, essa mesma faixa representa apenas 23% na América Latina e 16% na América do Norte.

Formas de pagamento – Dinheiro é rei quando se trata de como os consumidores ao redor do mundo preferem pagar por suas despesas com compras gerais, refeições fora do lar, viagens ou entretenimento. Entretanto, mais da metade destes entrevistados indicam que utilizam cartões de crédito e 43% utilizam cartões de débito como um método de pagamento comum.

Seguindo na mesma tendência, os brasileiros são mais receptivos ao uso de dinheiro, com 66%. Mas a utilização de cartão de débito e crédito não está tão distante, com, respectivamente, 58% e 52%.

“Apesar do uso de dinheiro ser um forte hábito em muitos países, à medida que mais consumidores em mercados emergentes enriquecem e a disponibilidade de terminais de pagamento aumenta, observaremos um maior nível de aceitação de métodos eletrônicos de pagamento ao invés de dinheiro”, finaliza o analista.

Sobre a pesquisa e a metodologia

A Pesquisa Global Online da Nielsen sobre a Situação Financeira foi conduzida entre 10 e 27 de fevereiro de 2012 e entrevistou mais de 28.000 consumidores em 56 países na Ásia-Pacífico, Europa, América Latina, Oriente Médio, África e América do Norte. A amostra possui quotas de faixas etárias e sexo para cada país com base nos internautas de cada país e é ponderada para ser representativa dos consumidores com acesso à Internet, tendo uma margem de erro máxima de ±0,6%. Esta pesquisa da Nielsen se baseia apenas no comportamento de entrevistados com acesso à Internet. As taxas de penetração de Internet variam por país. A Nielsen utiliza um reporte padrão mínimo de 60% da penetração de Internet ou uma população de no mínimo 10 milhões de usuários de Internet para que o país seja incluído na pesquisa. A Pesquisa Global Online da Nielsen, que inclui a Pesquisa Global sobre a Confiança do Consumidor, foi estabelecida em 2005.

Sobre a Nielsen

Nielsen Holdings N.V. (NYSE: NLSN) é uma empresa global de informações e mensuração com posições líderes em informações de mercado e de consumo, mensuração de audiência televisiva e de outros meios de comunicação, inteligência online, mensuração de plataformas móveis, feiras e setores relacionados. A Nielsen está presente em aproximadamente 100 países, com sedes em Nova York, EUA e Diemen, Holanda. Para maiores informações, por favor, acesse www.nielsen.com

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