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20 anos de plano real: o que serra, no espírito santo, tem em comum com conde, na bahia?

  • Pela primeira vez, em 10 anos, o consumo das Cestas Nielsen em 2013 cai 0,4%, emitindo sinais de alerta e novos desafios para o varejo;
  • Mas nascem novas oportunidades: enquanto o crescimento das cestas Nielsen nas capitais é de 3% em quatro anos, o do interior é de 4,9%;
  • Cidades do interior podem ser palco do crescimento se fabricantes e varejistas souberem aproveitar as oportunidades. Veja quais são as dez cidades com maior potencial.

Março de 2014 – Em 2014, o Plano Real completa 20 anos e o Brasil passa por um período de grandes desafios. As mudanças ocorridas no ambiente econômico foram determinantes para a evolução e padrão do consumo brasileiro. Tínhamos um consumidor, em 1994, bastante preocupado com a hiperinflação “corroendo” o poder de compras da população. Hoje, 20 anos depois, com o desenvolvimento da economia, houve uma qualificação no consumo, no entanto, agora começam haver indícios de racionalização para manter as conquistas obtidas.

De acordo com pesquisa realizada pela Nielsen (www.br.nielsen.com), provedora global de informações e insights sobre o que o consumidor assiste e compra, para o evento Mudanças do Mercado Brasileiro 2014, realizado no dia 13 de março, é a primeira vez em 10 anos que o consumo das Cestas Nielsen cai. O número é baixo (-0,4%), mas emite um sinal de alerta e faz com que a indústria e o varejo tenham novos desafios.

“Com o endividamento das famílias, mercado de trabalho menos aquecido, certa estabilização do crédito, o consumidor começa a tomar algumas decisões na hora da compra”, explica Jonathas Rosa, executivo de atendimento da Nielsen.

E seguindo este caminho, o estudo mostra alguns passos que o consumidor toma, atualmente, na hora do consumo:

  • Busca outros canais de compra com melhor custo x benefício. Por isso, o Cash & Carry (conhecido como atacarejo) é o canal de maior destaque em 2013. No ano passado, o canal teve 88% de seu crescimento proveniente de novos consumidores.
  • Diminui suas idas ao ponto de venda. Em 2013, segundo a Nielsen, houve uma retração de 4,2% na frequência de compra dos consumidores.
  • Procura os mesmos produtos, porém com novas opções de desembolso. Para se ter uma ideia, das 20 categorias mais importantes da Cesta Nielsen, 60% delas aumentaram a importância das embalagens econômicas e 40% das embalagens menores.
  • Troca suas marcas habituais por marcas mais baratas. O estudo da Nielsen mostra que as marcas low price são as que mais cresceram em 2013 em volume. No entanto, os consumidores não querem perder a qualificação do consumo, ou seja, eles continuam comprando suco pronto, por exemplo, mas uma marca com preço mais baixo. De fato, as marcas low price de sucos prontos cresceram 24,8%.
  • Somente depois de todos os passos acima, o consumidor deixa de adquirir produtos que comprava no passado. 

Por outro lado, algumas categorias possuem perspectiva de crescimento, mesmo com um consumidor mais cauteloso na hora das compras. Isso deve-se à Copa do Mundo, já que 63% dos brasileiros afirmam que consomem algo enquanto assistem aos esportes na TV, ou seja, produtos como refrigerantes, cerveja, pipoca, salgadinhos e biscoitos ganham destaque.

Nesse contexto, a Nielsen aponta dois caminhos para crescer: ampliar seus horizontes de atuação e focar esforços através da segmentação de consumidores.

DESTAQUE NO INTERIOR – Ampliar os horizontes resume-se em aproveitar as oportunidades do interior. Nessas cidades, as vendas das cestas Nielsen tiveram aumento de 4,9% (2013 x 2009), enquanto que nas capitais o aumento foi de 3%. 

Porém, para focar esforços, é preciso também ter maior conhecimento de onde estão os consumidores com maior potencial e quem são eles. Dessa maneira, a Nielsen chegou a uma lista com 10 cidades com maior potencial de crescimento para categorias de consumo:

No interior, os perfis de domicílios que mais crescem são de donas de casa mais jovens (31-40 anos) e com crianças, além de donas de casa mais maduras (56 anos ou mais), ambos de classes médias e baixas.

Esse consumidor ainda está em um estágio anterior na qualificação de seus hábitos de consumo – por exemplo, ainda compra-se mais extrato de tomate, enquanto na capital compra-se mais molho de tomate pronto para consumo. Isso aumenta a oportunidade de crescimento nessas regiões.

Portanto, o ano tende a ter um desempenho macroeconômico similar a 2013, e para impulsionar o consumo, indústria e varejo precisam aproveitar a Copa do Mundo, apostar nas cidades do interior e buscar excelência na execução para atingir os principais consumidores.

Sobre Nielsen
Nielsen Holding N.V. (NYSE: NLSN) é uma empresa global de informação e pesquisa com posições de liderança nos mercados de marketing e informação do consumidor, televisão e mensuração do outros meios, inteligência online, pesquisa de celulares, feiras e propriedades relacionadas. A Nielsen está presente em aproximadamente 100 países, com sedes em Nova Iorque, EUA, e Diemen, Holanda. Para mais informações, por favor visite www.nielsen.com