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60% dos Portugueses acredita que uma boa formação irá ajudá-los a conseguir um emprego melhor

8% considera que uma boa educação irá contribuir para obter um salário mais elevado
Apenas um quarto está satisfeito com as bolsas do Governo para a formação

Lisboa, 28 de outubro de 2013 – Os portugueses mostram-se convictos que uma boa formação educativa está diretamente relacionada com um futuro profissional promissor. Esta conclusão é retirada do inquérito da Nielsen “Educação Para Uma Vida Melhor” realizado a mais de 29.000 consumidores de 58 países. 48% dos inquiridos considera igualmente que a educação os irá ajudar também a obter um salário mais elevado.

Estes dados contrastam com a média europeia que é menos otimista ao avaliar o impacto de uma boa educação sobre o salário ou emprego. Apenas 24% dos entrevistados na União Europeia defenderam inequivocamente a relação entre educação e emprego, face a 36% dos portugueses.

Relação entre educação e salário

O estudo da Nielsen deixa bem explícito que em Portugal mais de metade dos inquiridos não partilha a ideia de que uma boa formação académica seja sinónimo de vir a ter um bom ordenado. Com efeito, 52% dos entrevistados não considera que salário e educação tenham qualquer relação.

De acordo com o diretor geral da Nielsen para Espanha e Portugal, Gustavo Núñez, “é surpreendente que em Portugal se defenda afincadamente a educação como ferramenta para um cargo superior, mas que essa referência não seja semelhante na relação com o salário”.

Quadro 1. Oportunidades de emprego e salário em função da educação

Países

% a educação conduz a melhores oportunidades de trabalho

% a educação irá possibilitar-me salários mais elevados

Alemanha

26

19

Espanha

26

21

França

14

17

Grã-Bretanha

19

18

Itália

16

13

Portugal

36

26

Europa

24

22

Fonte: Estudo Nielsen “Educação Para Uma Vida Melhor”. setembro 2013.

Neste sentido, o estudo da Nielsen revela bem o descontentamento geral dos cidadãos portugueses com as bolsas proporcionados pelo Estado. Efetivamente, apenas 15% dos inquiridos considera suficientes estas ajudas, face a 77% que as classifica como insuficientes.

Em contrapartida, a maior parte dos portugueses considera que a oportunidade de receber uma educação primária (88%) e secundária (83%) é excelente no país, face a 56% que coloca a educação superior na mesma categoria.

Além disso, o cidadão português avalia positivamente a influência de empresas privadas na educação. Neste sentido, 57% das pessoas entrevistadas revela-se disposta a comprar produtos de fabricantes que invistam recursos económicos em planos de educação.

As barreiras económicas, o problema principal

Por outro lado, a análise da Nielsen “Educação Para Uma Vida Melhor” revela que as barreiras económicas são o principal problema para ter acesso a uma boa educação. Com efeito, metade dos cidadãos inquiridos garante não conseguir pagar a educação dos filhos. No caso de Portugal, 31% reconhece não poder permitir-se pagar os custos educativos. Este número é sensivelmente superior ao registado nos países vizinhos, uma vez que a média europeia está situada nos 16%.

Quadro 2. Dificuldades económicas para aceder à educação

Países

% não pode permitir-se ter formação

Alemanha

12%

Espanha

17%

França

14%

Grã-Bretanha

22%

Itália

12%

Portugal

31%

Europa

16%

Fonte: Estudo Nielsen “Educação Para Uma Vida Melhor”. setembro 2013.

A educação, uma parcela importante no orçamento familiar

Por fim, a pesquisa da Nielsen revela a forma como os custos com a educação representam 8% do orçamento mensal de uma família, sendo um dos gastos mais importantes da economia doméstica, apenas precedido pelas despesas relacionadas com a alimentação (18%), com o custo da habitação/alojamento (16%), telefone e internet (9%).

Sobre o estudo “Educação Para Uma Vida Melhor”

O estudo internacional “Educação Para Uma Vida Melhor” foi realizado com base num inquérito efetuado entre os dias 18 de fevereiro e 8 de março de 2013 com a participação de mais de 29.000 consumidores em 58 países da Ásia, Europa, América Latina, Médio Oriente, África e América do Norte. A amostra está segmentada em cada país por idade e sexo em função dos seus utilizadores de Internet e tem uma margem de erro máxima de ± 0,6%. A análise da Nielsen baseia-se no comportamento dos consumidores com acesso à Internet. Os níveis de penetração de Internet variam de acordo com o país. A Nielsen utiliza um cálculo mínimo de penetração de Internet de 60% ou de 10 milhões de utilizadores para a sua inclusão no inquérito. O primeiro estudo internacional “Educação Para Uma Vida Melhor” data do ano 2005.

Sobre a Nielsen

Nielsen Holdings N.V. (NYSE: NLSN) é uma empresa global de informação e medição, líder em estudos de mercado e análise do consumidor, medição de audiências de televisão e meios de comunicação, bem como em inteligência online e telefones móveis. Atualmente, a Nielsen está presente em aproximadamente uma centena de países e possui sedes em Nova Iorque (Estados Unidos) e Diemen (Holanda).

Mais informação em www.nielsen.comwww.nielseninsights.eu

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