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40% dos portugueses acredita que a reforma será a sua principal fonte de rendimento quando se aposentar

  • 54% é da opinião que a situação económica o vai levar a viver pior do que os seus pais
  • 66% receia não poder subsistir por si só quando chegar à 3ª idade
  • 41% acredita poder deixar de trabalhar entre os 60 e os 65 anos 

Lisboa, 7 de março de 2014 – Apenas 40% dos portugueses prevê ter uma velhice serena com a reforma que lhe espera uma vez terminada a vida laboral, de acordo com um estudo efetuado pela consultora Nielsen, sob o título: “Envelhecer: Receio em Relação ao Futuro”. Com efeito, segundo o relatório, a reforma é para os pensionistas de hoje, e também para os de amanhã, a sua principal fonte de rendimento, embora mais de um quarto (31%) refira que se vai ver obrigado a recorrer também às suas poupanças.

A análise, efetuada num total de sessenta países, entre os quais Portugal, destaca que 17% irá recorrer aos seus planos de reforma para viver durante os anos de aposentação, números muito semelhantes à média europeia, cujos idosos (49%) têm previsto também sustentar a sua velhice através da pensão do Governo. No entanto, 50% dos portugueses não sabe se vai ter dinheiro suficiente para viver de forma desafogada e poder pagar as despesas médicas (40%).

Relativamente a se os portugueses vão viver melhor do que os seus pais quando chegaram à 3ª idade, 54% pensa claramente que não, tal como os restantes europeus, dos quais 56% se mostra pessimista, invocando que a situação de crise e incerteza que a Europa atravessa está a enraizar-se na mentalidade dos seus cidadãos.

Em relação à idade de reforma, 41% dos portugueses mais otimistas acredita que irá ocorrer entre os 60 e os 65 anos, embora 29% seja da opinião que só poderá reformar-se depois dos 66 anos, nomeadamente após a medida adotada pelo Governo de Pedro Passos Coelho em 2013, que estabelece essa idade como a única possível para uma aposentação sem penalizações.

Subsistir por si sós, a cruz dos idosos

O relatório da Nielsen, que analisa também as preocupações dos nossos idosos, indica como principal inquietude a capacidade de ser autossuficientes em relação à alimentação, higiene ou vestuário. Com efeito este assunto preocupa 66% – face aos restantes europeus, mais angustiados com a degradação física -, aliada à perda de agilidade ou de faculdades mentais, que inquieta 63% dos portugueses.

Assim, neste sentido, não é de admirar que também temas relacionados com a manutenção da sua independência (60%) e poder, por exemplo, conduzir, cozinhar ou ir às compras, sejam tarefas quotidianas que estejam na lista de preocupações dos portugueses face à sua futura velhice.

Outro aspeto que preocupa consideravelmente 56% dos portugueses, tem a ver com a perda de agilidade física ou não ter dinheiro suficiente para viver condignamente (50%) ou fazer face às despesas médicas (40%). Por último, a possibilidade de ser um fardo para os seus familiares mais próximos inquieta 45% dos portugueses inquiridos.

Segundo o diretor geral da Nielsen Espanha e Portugal, Gustavo Núñez, «a ideia de incomodar o menos possível familiares e amigos durante a velhice é um dos pensamentos recorrentes dos portugueses e mais enraizados na nossa sociedade, tanto é assim que a frase “não quero ser um fardo”, à qual estamos tão acostumados, tem o seu nítido reflexo neste estudo. No entanto, trata-se de um sentimento geral, partilhado por grande parte dos europeus, à exceção de Itália, onde a firme tradição da família faz com que a percentagem de pessoas que quer viver com os filhos aumente para 11%».

Assim, a análise da Nielsen revela que apenas 9% dos portugueses quer viver com os filhos durante a velhice, enquanto 28% diz que o fará com o cônjuge. Por outro lado, 15% irá optar por um lar ou residência assistida e apenas 24% diz que continuará a viver em casa, recorrendo à assistência de um profissional. A solidão ou o abandono, por sua vez, assustam quase 31% dos futuros reformados.

Sobre o estudo

O estudo internacional “Envelhecer: Receio em Relação ao Futuro”, foi realizado entre os dias 14 de agosto e 6 de setembro de 2013, com a participação de mais de 30.000 consumidores, de 60 países da Ásia, Europa, América Latina, Médio Oriente, África e América do Norte. A amostra está segmentada em cada país por idade e sexo em função dos seus utilizadores de Internet e tem uma margem de erro máxima de ± 0,6%. A análise da Nielsen baseia-se no comportamento dos consumidores com acesso à Internet. Os níveis de penetração de Internet variam de acordo com o país. A Nielsen utiliza um cálculo mínimo de penetração de Internet de 60% ou de 10 milhões de utilizadores para a sua inclusão no inquérito. O relatório global da Nielsen, que inclui este estudo sobre o índice de confiança, começou a ser elaborado em 2005.

Sobre a Nielsen

Nielsen Holdings N.V. (NYSE: NLSN) é uma empresa global de informação e medição, líder em estudos de mercado e análise do consumidor, medição de audiências de televisão e meios de comunicação, bem como em inteligência online e telefones móveis. Atualmente, a Nielsen está presente em aproximadamente uma centena de países e possui sedes em Nova Iorque (Estados Unidos) e Diemen (Holanda). Mais informação em www.nielsen.com / www.nielseninsights.eu

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