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A confiança dos consumidores portugueses atingue o nível máximo desde 2006

  • O índice de confiança em Portugal cresce quatro pontos no primeiro trimestre de 2015 e mantém a tendência elevada registada no segundo semestre de 2014
  • A segurança profissional mantem-se como a principal preocupação dos portugueses

Lisboa, 19 de maio de 2015 – Portugal é uma das grandes revelações do mais recente Estudo Global de Confiança dos Consumidores elaborado pela consultora Nielsen, ao aumentar em até quatro pontos a confiança dos seus consumidores no primeiro trimestre de 2015, para um valor total de 59 pontos. É o terceiro trimestre consecutivo em alta registado pelo país, que atinge o seu valor máximo desde 2006.

Portugal, à semelhança do que acontece em Espanha, que também aumentou o índice de confiança do consumidor em quatro pontos e atingiu o seu valor máximo desde 2010, acelera a recuperação da sua confiança acima do conjunto da União Europeia, que subiu apenas um ponto relativamente ao trimestre anterior, passando de 76 para 77 pontos. No entanto, a confiança europeia recuperou nestes três primeiros meses do ano o percurso positivo perdido no fim de 2014, quando o seu índice caiu dois pontos.

Flutuações na evolução do desemprego

Esta melhoria da confiança dos portugueses verifica-se apesar da evolução negativa da taxa de desemprego do país no último trimestre de 2014, quando aumentou quatro décimas, chegando aos 13,5%. Este número veio pôr um ponto final a seis trimestres consecutivos de descida do desemprego. No entanto, Portugal fechou o ano de 2014 com 13,6% menos desempregados face ao final de 2013, situando-se abaixo das 700.000 pessoas, quando um ano antes ultrapassava as 800.000.

Esta melhoria dos números do desemprego obtida no ano passado, apesar do percalço do último trimestre, não é suficiente para os portugueses considerarem que a sua situação profissional vai melhorar nos próximos doze meses. Praticamente metade das pessoas entrevistadas no estudo da Nielsen considera que as suas perspetivas profissionais não são positivas, enquanto 39% considera mesmo serem negativas. Apenas uma em cada dez pessoas encara o ano de forma otimista no que diz respeito ao emprego.

Com efeito, a perda do emprego preocupa mais os portugueses do que há três meses atrás. Se no último trimestre de 2014, 18% das pessoas afirmava que a sua principal preocupação era a segurança profissional, agora são 21% das pessoas a manifestarem-se desta forma. Outros aspetos como a conciliação entre o trabalho e a vida pessoal (17%) e a saúde (15%) são também fonte de preocupação para os cidadãos.

Assim sendo, os portugueses encaram com um certo ceticismo que a sua situação financeira venha a melhorar durante os próximos doze meses. Ligeiramente mais de metade considera que o estado das suas contas domésticas não será positivo, enquanto duas em cada dez pessoas é da opinião que será negativo. Pelo contrário, 22% prevê um bom estado das suas finanças.

Quadro 1. A confiança do consumidor na Europa no primeiro trimestre de 2015

Fonte: Relatório Nielsen ‘Confiança do Consumidor’

A perceção da crise mantem-se
Tendo em conta a tradicional preocupação dos portugueses em obter uma boa conciliação entre trabalho e vida pessoal, o aumento da insegurança profissional e o receio em perder o emprego são sintomas de que os cidadãos continuam a pensar que o país se mantém em crise. Na realidade, três em cada quatro das pessoas entrevistadas consideram que Portugal está atualmente em recessão, enquanto 62% das pessoas afirma que esta situação se irá manter nos próximos doze meses. Apenas 10% se revela confiante em sair da crise a curto prazo.

Face a esta recessão, 72% dos portugueses modificaram a sua forma de gerir o orçamento familiar com o intuito de poupar. A principal medida é a redução no lazer fora de casa (62%), menor consumo em gás e eletricidade (60%) e menor aquisição de roupa (59%). Não obstante, é muito indicativo o facto de 55% dos portugueses terem optado por passar a comprar marcas mais baratas de alimentação com o intuito de aliviar as contas do lar.

No entanto, quando a situação económica melhorar, os portugueses irão fazer menos contenção na despesa, embora três em cada dez pessoas irão continuar a optar por marcas mais baratas no supermercado. O comportamento com mais intenção de manter-se é a tentativa de poupar a partir de um menor consumo de gás e eletricidade, atitude esta que metade dos consumidores continuará a manter mesmo que o país regresse a um contexto económico positivo.

De acordo com o diretor geral da Nielsen Ibéria, Gustavo Núñez, “embora seja verdade que em Portugal o nível de confiança é geralmente baixo independentemente da situação económica, é imprescindível os portugueses ganharem confiança no terreno profissional e no rendimento disponível. Ambos elementos são fundamentais para o crescimento do consumo. A partir do momento em que a situação económica melhorar, os portugueses pretendem sair e gastar mais em lazer, confirmando assim que o consumo fora do lar é um termómetro muito fiável da confiança do consumidor”.

Sobre o estudo
O relatório internacional “Estudo Global de Confiança dos Consumidores” foi realizado entre os dias 23 de fevereiro e 13 de março de 2015, tendo a participação de mais de 30.000 consumidores online de 60 países da Ásia-Pacífico, Europa, América Latina, Médio Oriente, África e América do Norte. A amostra está segmentada em cada país por idade e sexo em função dos seus utilizadores de Internet e tem uma margem de erro mínima de ± 0,6%. Este estudo da Nielsen baseia-se no comportamento dos consumidores com acesso à Internet. As taxas de penetração da Internet variam consoante o país. A Nielsen utiliza um barómetro mínimo de penetração da Internet de 60% ou de 10 milhões de utilizadores para a sua inclusão no inquérito. O relatório global da Nielsen, que inclui este estudo sobre o índice de confiança, começou a ser elaborado em 2005.

Acerca da Nielsen

A Nielsen N.V. (NYSE: NLSN) é uma empresa global  de gestão de informação, que proporciona uma visão completa sobre o que o consumidor vê e compra. A área Watch da Nielsen oferece aos seus clientes de media e publicidade, serviços de medição de audiência (Total Audience) de qualquer dispositivo, em que é possível ter acesso a conteúdos (vídeo, áudio, texto). A área Buy oferece aos fabricantes y retalhistas de bens de grande consumo uma visão global única do desempenho da indústria. Ao integrar informação das áreas de Watch, Buy e outras fontes de dados, a Nielsen disponibiliza aos seus clientes  uma medição de primeiro nível, bem como análises avançadas que contribuem para o crescimento do negócio. A Nielsen, empresa conceituada na Standard & Poors 500, está presente em mais de 100 países, representando 90 por cento da população mundial. Para mais informações, visite www.nielsen.com 

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