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Imposto sobre o açúcar e preocupação com a saúde influenciam o consumo de refrigerantes no 1º semestre

O que mudou no consumo de refrigerantes desde a entrada em vigor do imposto sobre o açúcar?

O imposto sobre o açúcar entrou em vigor no dia 1 de fevereiro de 2017 e, de acordo com os dados da Nielsen relativos ao mercado das Soft Drinks[1], o efeito foi imediato. No período quadrissemanal que se seguiu à implementação deste imposto, registou-se um aumento de 0,10€ no preço médio da categoria[2] e uma quebra em volume de -13,1%, que se manteve relativamente estável nos períodos seguintes.

No primeiro semestre de 2017, nota-se um decréscimo acentuado nas vendas em volume deste tipo de bebidas comparativamente com o ano anterior (-6%), considerando um aumento de preços[3] de 14% e, consecutivamente, um aumento de vendas em valor de 13%.

[1] Inclui Refrigerantes (com ou sem gás), Néctares e 100%, Sumos Refrigerados, Bebidas Energéticas e Isotónicas, Bebidas Mixing e Sumos de Fruta com Leite.

[2] Preço por Litro sem Promoção

[3] Preço por Litro sem Promoção

Dos segmentos mais relevantes, os mais afetados com a diminuição de vendas em volume foram os Sumos sem Gás Diluídos (-15,7%) e as Colas (-13,6%), com aumentos significativos de preço de 31,2% e 21,3% respetivamente.

“Desde a implementação do aumento do imposto sobre o açúcar, notam-se aumentos significativos de preço em todos os segmentos de Soft Drinks e uma clara quebra de volumes, especialmente na primeira semana, comprovando que o preço é um fator importante para o consumidor português. Os segmentos não afetados por este imposto (como os Néctares 100%) apresentam aumentos de preço menos significativos e, consequentemente, crescimentos de volume que contrariam a tendência negativa dos Soft Drinks. De salientar ainda que também a crescente preocupação dos consumidores pela saúde e a procura por produtos saudáveis vêm potenciar os decréscimos registados nos Refrigerantes e os crescimentos dos Néctares e 100%.”, explica Margarida Baptista, Client Consultant Senior na Nielsen.

Preocupação com a saúde também influencia a compra de produtos desta categoria

Segundo um inquérito online desenvolvido pela Nielsen[1], sabemos também que os portugueses estão cada vez mais preocupados com a saúde e esta preocupação reflete-se no consumo de bebidas com elevados níveis de açúcar. Esta preocupação começa logo antes da compra, com 60% dos consumidores a admitirem que estão atentos aos valores de açúcar presentes na tabela nutricional deste tipo de produtos e 50% que sabem mesmo a quantidade de açúcar ingerido em cada bebida.

Metade dos consumidores portugueses admitem que o tipo de açúcar/adoçante utilizado pode, de facto, influenciar a sua decisão de compra, considerando que os adoçantes naturais como a stevia poderão ser bons substitutos do açúcar.

De facto, a contrariar as quebras nos Refrigerantes, regista-se, neste primeiro semestre, um aumento em volume dos Néctares (+4%) e dos Sumos 100% (+27%), mesmo com preços muito superiores aos dos refrigerantes. De acordo com Margarida Baptista, “este crescimento comprova que existe uma procura real e significativa por bebidas mais saudáveis e menos calóricas, que vêm reforçar o efeito provocado pelo aumento do imposto sobre o açúcar. Como resposta a esta realidade, as estratégias de ‘baixo açúcar’ parecem estar a resultar, com aumentos significativos nas versões isentas de açúcar e decréscimos nas versões originais”.

Segundo o inquérito online elaborado pela Nielsen, 24% dos portugueses admitem que vão consumir mais sumos 100% naturais e, contrariamente, 39% referem ter intenção de consumir menos refrigerantes com gás.

No que diz respeito à saúde, há ainda espaço, de acordo com a Nielsen, para alguns ajustamentos da oferta: 78% dos portugueses consideram que as porções de açúcar existentes nas bebidas ainda são demasiados elevadas e 84% referem que diminuir a quantidade de açúcar poderá levar a um maior controlo do peso.

“De acordo com esta nova realidade, as marcas devem estar disponíveis para acompanhar a procura, oferecendo opções mais saudáveis e com menor teor de açúcar, que vão ao encontro das novas tendências e exigências de um consumidor mais atento e informado”, conclui Margarida Baptista.

Sobre a Nielsen – A Nielsen N.V. (NYSE: NLSN) é uma empresa global de gestão de informação, que proporciona uma visão completa sobre o que o consumidor vê e compra. A área Watch da Nielsen oferece aos seus clientes de media e publicidade serviços de medição de audiência (Total Audience) de qualquer dispositivo em que seja possível ter acesso a conteúdos (vídeo, áudio, texto). A área Buy oferece aos fabricantes e retalhistas de Bens de Grande Consumo uma visão global única do desempenho da indústria. Ao integrar informação das áreas de Watch, Buy e outras fontes de dados, a Nielsen disponibiliza aos seus clientes uma medição de primeiro nível, bem como análises avançadas que contribuem para o crescimento do negócio. A Nielsen, empresa conceituada na Standard & Poors 500, está presente em mais de 100 países, representando 90 por cento da população mundial. Para mais informações, visite www.nielsen.com. Pode também seguir-nos no Twitter, através da conta Nielsen Portugal (@NielsenPortugal) para acesso a conteúdos exclusivos deste canal de comunicação e divulgação de #insights de #consumo.

[1] Consumer Confidence Index (Q3 2016)

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