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Desafios do crescimento de vinhos no ambiente econômico brasileiro
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Desafios do crescimento de vinhos no ambiente econômico brasileiro

Ir ao restaurante, escolher um prato no cardápio e um vinho que harmonize com a escolha feita é um desafio, não é? Mas o grande desafio começa antes do vinho chegar à mesa do consumidor.

A desaceleração macroeconômica no Brasil causou diminuição de empregos e renda, trazendo endividamento das famílias. Isso desafia a política governamental a adotar algumas medidas, tais como controlar a inflação, a reforma tributária e o equilíbrio cambial.  

Segundo o ranking da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), o Brasil tem a segunda maior carga tributária do Mercosul, ficando atrás apenas da Argentina – o que provoca mudanças consideráveis nos hábitos de consumo dos brasileiros. O impacto causado pelo alto índice de carga tributária no país reflete diretamente no consumo de vinhos, já que 14% da categoria disponível no mercado é importado. 

Mesmo assim, comparado com a vodka e o whisky, o vinho se destaca por ser mais barato, fazendo com que o mercado de vinhos importados aposte na redução  de preços para conseguir concorrer com os produtos nacionais e ampliar as possibilidades de escolha e de compra do consumidor.

Outro fator que impactou diretamente o mercado foi a implantação da Lei Seca, que causou uma redução de 13% do consumo fora do lar dos consumidores de bebidas alcoólicas em geral, e 40% dentre os consumidores de vinho, que dão preferência ao consumo doméstico devido à busca pelo conforto.

Hoje, esse mercado possui concentração de 40% acima da média de Bebidas Alcoólicas no Sul e no estado de São Paulo. Então onde é possível investir e intensificar o consumo de vinhos? A bola da vez pode estar na região Nordeste, que tem o seu comércio em pleno desenvolvimento. A região tem apenas um quarto dos itens de Vinho que são comercializados no Brasil e ainda com pouca penetração nos domicílios (1% – Vinhos Importados / 19% -Vinho Nacional).

Para o crescimento do mercado de vinhos no Brasil, além de pensar na região de investimento, é preciso entender como o shopper se abastece em cada um dos canais, apostar em inovações, aumentar a eficiência da gôndola de vinhos, oferecendo variedade para consumidores com diferentes níveis de envolvimento, e desenvolver ações de PDV para estimular decisão de compra no autosserviço.