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Afinal, o que querem os idosos?
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Afinal, o que querem os idosos?

Atualmente, a população brasileira já está de cara nova e muito mais parecida com a distribuição de países desenvolvidos. Hoje, lares com pessoas acima de 50 anos já representam 38% dos domicílios do país e 40% dos fast-moving consumer goods (FMCG) (produtos de giro rápido).

À medida que a população idosa global cresce, seu poder aquisitivo aumenta, já que muitos idosos têm mais tempo para fazer compras e gastar. Entre as classes mais abastadas, as pessoas estão envelhecendo com mais saúde, renda e acesso à tecnologia. E consequentemente, a revelação desse novo nicho de consumidor impacta diretamente o mercado da indústria e do varejo.

Mas qual é o perfil dos consumidores mais velhos? O Estudo Global – A melhor Idade indica que, comparado aos mais jovens, o ciclo de compra do idoso é mais rápido e mais frequente. E apesar de não gastar mais que outros públicos, ele está aberto a novidades – 24% das donas de casa com mais de 50 anos costumam se sentir tentadas a comprar novidades, outras 10% compram novidades quando recomendadas.

Assim como outras faixas etárias da população, os idosos têm necessidades específicas. De acordo com a pesquisa, as principais preocupações da terceira idade no Brasil estão ligadas à saúde física (57%) e mental (51%), bem como a uma velhice ativa e sociável (37%).

E será que o mercado consegue atender esta demanda? Na verdade, não. Os idosos se sentem frustrados com a falta de conveniência de produtos e de lojas que facilitem sua experiência de compra. Mais de quatro em cada dez entrevistados não conseguem encontrar produtos que satisfaçam necessidades especiais de alimentação (45%). Segundos os idosos, embalagens que contenham porções menores de alimentos (44%) ou que tragam informações nutricionais claras na embalagem (43%) também são pontos não atendidos. Metade dos entrevistados critica as embalagens, entre outros motivos, porque é difícil encontrar rótulos de produtos que sejam fáceis de ler, e 43% têm dificuldade para encontrar aquelas que sejam fáceis de abrir.

Além disso, a comunicação também tem sido falha: 46% acha a propaganda essencial para conhecer as marcas e outros 23% para ter mais informações, no entanto, mais da metade (51%) não se sente representado na publicidade.

O que fazer? Com independência financeira, vontade de gastar e consciência sobre como e o que consumir, os idosos demandam mais atenção do mercado para a importância do atendimento personalizado e fidelização. Pensar em produtos que atendam suas necessidades e limitações é fundamental, e nesses aspectos, ainda há muito a se fazer.