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O “bebê online” é o novo “bebê a bordo”?
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O “bebê online” é o novo “bebê a bordo”?

O e-commerce continua crescendo globalmente, e isso vem influenciando cada vez mais a maneira como fazemos nossas compras. De fato, um recente estudo da Nielsen mostra que 25% dos clientes dos supermercados globais fazem pedidos online para entregas em casa, e outros 55% estariam dispostos a utilizar uma opção semelhante. O mercado digital é um ajuste natural para a indústria de cuidados com bebês – como o e-commerce varejista, que é capaz de competir em preço e conveniência devido ao menor investimento de capital em infraestrutura física e, em alguns casos, a eliminação dos elos da cadeia de abastecimento. E talvez o mais importante, ele oferece uma proposta atraente para os pais ocupados: a conveniência das compras sempre e onde quer que eles desejem, muitas vezes com entrega gratuita. Isso evita gasto de tempo transportando os bebês e a locomovendo carrinhos.

Mas quais tipos de produtos de cuidados para bebês estão sendo comprados online pelos consumidores? De acordo com o Estudo Global – Baby Care, os consumidores globais são mais susceptíveis a comprar brinquedos (38%) e roupas (34%). A partir daí, há uma queda significativa na compra de outros produtos, com 23% dos consumidores globais dizendo que compram fraldas online e 17% compram alimentos para bebês. 

Regionalmente, a Ásia-Pacífico lidera as compras online, especialmente em fraldas e papinhas para bebês. 31% dos entrevistados nesta região diz que compram fraldas online, e um quarto tem comprado alimentos para bebês. Dentro da Ásia, Hong Kong e Coreia lideram o caminho das compras online. Os entrevistados dessa região não estão apenas abertos para a compra de produtos online como estão reunindo informações sobre os produtos de cuidados para o bebê digitalmente também. Embora apenas uma pequena proporção dos entrevistados globais descobre marcas de fraldas por meio de canais online, a utilização é mais elevada na Ásia-Pacífico. Quase um quarto dos entrevistados dessa região (24%) diz que descobre fraldas em sites especializados, em comparação a 19% globalmente. Ásia-Pacífico também supera a média global no uso de marca/sites de fabricantes e e-mails (20% na região contra 15% a nível mundial), blogs de bebês (19% vs. 17%), anúncios online (17% vs. 14%), mídia social (17% vs. 14%) e site de lojas/app (14% vs. 11%). Dentro da região, a utilização dos meios de comunicação social é particularmente elevada no Sudeste Asiático e na Índia.

As vendas de e-commerce no varejo mostram um crescimento impressionante a cada ano na China. Entre 2013 e 2014, a venda online de fórmulas infantis aumentou 32%, alimentos para bebês cresceram 44% e fraldas 60%. Na Europa, as vendas online de alimentos para bebês cresceram 43%, impulsionado por um forte crescimento na França.

Alguns fatores têm impulsionado a força do e-commerce na Ásia. Melhorias de infraestrutura e aumento na penetração da Internet e smartphones trouxeram mais potência aos compradores online, especialmente em regiões rurais. Além disso, o sortimento de produtos online é muito mais amplo do que nos canais tradicionais.

“O e-commerce tem sido um catalisador essencial para o crescimento do consumo na China”, diz Liz Buchanan, diretora de Serviços Profissionais Globais da Nielsen. “Em muitas áreas rurais, as lojas pequenas no mesmo formato são raros. A Internet deu a esses consumidores o acesso a um novo mundo de bens que não estavam disponíveis anteriormente, sem sequer sair de casa.”

Além disso, a urbanização rápida e de alta densidade populacional fizeram modelos de entrega em domicílio economicamente viáveis, e alguns varejistas oferecem opções de pagamento flexíveis, permitindo que os consumidores preocupados com a segurança ou sem uma conta bancária/cartão de crédito a opção de pagar com dinheiro na entrega.

Outras conclusões de alimentos para bebês e fraldas no relatório incluem:

Quarenta e nove por cento das vendas em valor de papinhas vêm da Ásia-Pacífico, 27% da Europa e 19% da América do Norte.

Quarenta e quatro por cento dos entrevistados globais dizem que aprenderam sobre alimentação do bebê de seus parentes, e 38% dizem que as recomendações de amigos e familiares tiveram a maior influência sobre suas decisões nas compras.

Vendas em valor de alimentos orgânicos para bebês aumentaram 26% nos últimos dois anos, em 16 mercados selecionados, enquanto os produtos não orgânicos diminuíram 6%.

Proteção da pele e conforto são as considerações mais importantes na compra de fralda entre respondentes globais.

Para mais detalhes e insights, faça o download do Estudo Global sobre Cuidados com o bebê da Nielsen.

SOBRE A GLOBAL NIELSEN SURVEY

Pesquisa global da Nielsen sobre produtos de cuidados com o bebê foi realizada entre 23 de fevereiro e 13 de março de 2015, e entrevistou consumidores que compraram produtos de cuidados com o bebê nos últimos cinco anos em 60 países em Ásia-Pacífico, Europa, América Latina, Oriente Médio, África e América do Norte. A amostra tem quotas que se baseiam na idade e sexo para cada país com base em seus usuários de Internet e é considerada representativa para consumidores da Internet. Possui uma margem de erro de ±0.6%. Esta pesquisa da Nielsen foi baseada somente no comportamento dos entrevistados com acesso online. As taxas de penetração da Internet variam de país para país. A Nielsen usa um padrão mínimo de relato de 60% de penetração da Internet ou de uma população online de 10 milhões para a inclusão da pesquisa. A Pesquisa Global da Nielsen, incluindo o Índice Global de Confiança do Consumidor, foi realizada em 2005.