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Após desaceleração da economia brasileira, classe C apresenta maior retração no consumo em 2013

São Paulo, Brasil (março de 2014) – O comércio varejista em geral, incluindo os setores de alimentos e bebidas, apresentou menor crescimento em 2013, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), e, de acordo com informações da análise bimestral da Nielsen (www.br.nielsen.com), provedora global de informações e insights sobre o que o consumidor assiste e compra, a Classe C é a que mais reduziu gastos em alimentos e bebidas ao longo do ano. Entre os fatores que influenciaram nesta desaceleração, o mercado de trabalho menos intenso e pressão inflacionária, que diminui o poder de compra do consumidor; aliado ao maior endividamento de longo prazo (imóveis e crédito consignado) exigiram do consumidor maior planejamento de gastos e diminuição das visitas ao ponto de venda.

Entre os canais que mais sentiram o reflexo na diminuição do consumo, os Bares e os Hipermercados (com 20 checkouts ou mais) foram que apresentaram maior retração, enquanto as Farmácias e os Autosserviços de 1 a 4 checkouts e de 5 a 9 checkouts apresentaram crescimento, com alta de 2,6%, 2,3%% e 1,9%  respectivamente. “Cash & Carry (mais conhecido como Atacarejo) e Farmácias são destaque como opções para otimização de gastos”, destaca o gerente de análises especiais da Nielsen, Ricardo Alvarenga.

Diante da queda de 0,4% no faturamento geral dos produtos acompanhados pela Nielsen, algumas categorias utilizaram os preços competitivos para impulsionar vendas no fim do ano, diminuindo a retração prevista para o ano. Assim, no curto prazo (entre os meses de Outubro, Novembro e Dezembro), as categorias da Cesta Nielsen cresceram 4,1%, maior resultado dos últimos três anos para o período. “Esta ‘recuperação’ está muito ligada ao comportamento das categorias sazonais (comercializadas mais intensamente em determinado período), que cresceram 11% em comparação com o período anterior (Agosto, Setembro e Outubro)”, pontua Ricardo Alvarenga. Entre essas categorias que esboçaram reação no fim do ano, destaque para Bebidas Alcoólicas, Não Alcoólicas e Outros. “Lembrando que 19 categorias possuem sazonalidade (vendem mais em um determinado período) acima da média; sendo que essas categorias tiveram importância de 39% em faturamento no ano de 2013”, elucida o gerente da Nielsen.

Vale ressaltar que as recomendações para o varejo e a indústria permanecem as mesmas dadas pela Nielsen desde o início do ano, pois o desafio para 2014 é buscar alternativas para ser competitivo em um período de baixas expectativas de consumo, dado o endividamento das famílias. “Para isso, é preciso entender os níveis adequados de preço, já que a situação inflacionária se manterá em 2014. É preciso aproveitar a oportunidade que a Copa do Mundo trará, focando em execução de estratégias para atrair e cativar o consumidor. Dessa forma, é possível alavancar as vendas”, finaliza o gerente de análises especiais da Nielsen.

Categorias – Entre as categorias acompanhadas pela Nielsen, as que tiveram melhores resultados (em volume) em 2013 foram a de Suco de Frutas Pronto para Consumo (13,1%), Óleo e Azeite (9,1%) e Leite com Sabor (8,7%); que cresceram devido o aumento da penetração em caso de Sucos Prontos; pela redução no preço do segmento “Soja”, em Óleo e Azeites; e em Leite com Sabor, por maior execução no ponto de venda, além de diminuição dos preços de vendas, em alguns casos. 

Sobre a Nielsen
Nielsen Holding N.V. (NYSE: NLSN) é uma empresa global de informação e pesquisa com posições de liderança nos mercados de marketing e informação do consumidor, televisão e mensuração de outros meios de comunicação, inteligência online e pesquisa de celulares. A Nielsen está presente em, aproximadamente, 100 países, com sedes em Nova Iorque, EUA, e Diemen, Holanda – Países Baixos. Para mais informações, por favor, visite www.nielsen.com.