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Latinos cada vez mais conectados ao mundo digital: Vídeo sob demanda, uma opção em crescimento

Leitura de 5 minutos | Abril de 2016

65% dos entrevistados na América Latina afirmam assistir a programação de vídeo sob demanda, de acordo com os resultados do mais recente Estudo Global sobre Vídeo sob Demanda (VOD, na sigla em inglês), que analisa o comportamento dos consumidores em relação a essa nova forma de assistir a conteúdos de vídeo por assinatura.

Os entrevistados apontaram entre seus gostos e preferências a programação relacionada a filmes (88%), séries originais (54%) e documentários (45%), conteúdos que se mostram como de maior importância na região em comparação com outros países do mundo.

Apenas 21% dos entrevistados online afirmaram pagar para ter acesso a esse serviço. México, Colômbia e Brasil declaram pagar por esse serviço mais do que a média regional (28%, 25% e 23%, respectivamente).  76% dos entrevistados continuam pagando algum serviço de televisão a cabo ou via satélite, o que se traduz em um complemento de serviços e não necessariamente uma mudança.  

Embora os latino-americanos mantenham ambos os serviços, 23% dos entrevistados afirmam que assistem a VOD mais de uma vez por dia, pelo que podemos supor que o tempo que dedicam a assistir a VOD pode estar a ser subtraído do tempo dedicado a assistir à televisão tradicional.  Chile (26%), Colômbia (25%) e Brasil (24%) mostraram dedicar mais tempo ao VOD do que a média da região.

Não é surpreendente que a conveniência seja um fator importante na decisão de assistir a programação VOD. Entre aqueles que assistem a VOD, metade dos entrevistados na América Latina (55%) concorda que escolhe esse serviço porque pode assistir ao conteúdo a qualquer hora que lhe for conveniente e em várias plataformas para que toda a família possa assistir a programas diferentes ao mesmo tempo (35%). Para os mexicanos (48%), chilenos (38%) e venezuelanos (37%), esse atributo é muito mais importante do que para o resto da região.

As diferentes recessões econômicas na região e os aumentos nos preços fazem com que a percepção do custo seja um potencial impulsionador do crescimento do VOD. 37% dos latino-americanos o escolhem porque é mais barato do que um provedor a cabo ou via satélite, sendo o México e o Brasil os países onde o atributo do preço ganha mais relevância (40% e 39%, respectivamente).  No entanto, o VOD ainda não oferece tudo o que os consumidores da América Latina demandam: 43% gostariam que houvesse muito mais opções de conteúdo e 33% preferem assistir à programação em telas maiores (a penetração na região de Smart TVs e adaptadores de VOD para telas é de 44% contra 33% globalmente).

Ter mais opções de programação também significa mais mensagens publicitárias para o público. E embora a publicidade não seja o conteúdo favorito de muitos consumidores, através do VOD existe uma clara oportunidade para colocar anúncios “direcionados”, já que mais da metade dos entrevistados (63%) demonstra interesse em que os anúncios sejam sobre produtos que lhes interessam e 60% afirmam que, desde que o conteúdo seja gratuito, não têm problema em ver publicidade.

Da mesma forma, o VOD mostra telespectadores apaixonados. 52% dos latinos entrevistados dizem que gostam de usar as redes sociais enquanto assistem à programação VOD.

Os hábitos dos telespectadores latino-americanos estão mudando. Com a oferta atual de conteúdos sob demanda, eles têm controle sobre o que assistem, quando e como assistem, assim como os anunciantes, que aproveitam as diferentes plataformas e tecnologias para alcançar os consumidores de maneiras inovadoras e criativas com anúncios direcionados.

Sobre o estudo global da Nielsen

O estudo global da Nielsen Video on-Demand foi realizado de 10 de agosto a 4 de setembro de 2015, com pesquisas com mais de 30 mil consumidores on-line de 61 países na Ásia-Pacífico, Europa, América Latina, Oriente Médio/África e América do Norte. O estudo incluiu os usuários da Internet que concordaram em participar da pesquisa e contém cotas baseadas em idade e sexo em cada país. Está ponderado para ser representativo dos consumidores de Internet em cada país. Devido ao fato de a pesquisa ser baseada naqueles que concordaram em participar, não é possível calcular as estimativas ou o erro teórico da pesquisa. No entanto, uma pesquisa probabilística equivalente ao tamanho teria uma margem de erro de ±0,6% em nível global. Esse estudo da Nielsen está baseado apenas no comportamento dos entrevistados com acesso à Internet. Os níveis de penetração da Internet variam de acordo com o país. A Nielsen usa um padrão mínimo de 60% de penetração ou uma população em linha de 10 milhões de pessoas para serem incluídas no estudo.

Sobre a Nielsen

A Nielsen Holdings plc (NYSE: NLSN) é uma empresa global de gerenciamento de desempenho que fornece um entendimento completo sobre o que o consumidor vê e compra. A área Watch da Nielsen fornece às agências, anunciantes e mídias, serviços de medição das audiências (Total Audience), de qualquer dispositivo a partir do qual se acessa um conteúdo (vídeo, áudio, texto). A área Buy fornece aos fabricantes e detallistas de produtos de consumo massivo uma medição e visão global única do desempenho do setor e do mercado. Ao integrar as informações do Watch y Buy com outras fontes de dados, a Nielsen oferece a seus clientes uma medição de primeiro nível, além de uma análise avançada que permite melhorar o desempenho das empresas. A Nielsen, uma empresa que cota o índice Standard & Poor's 500, está presente em mais de 100 países que representam 90 por cento da população mundial. Para mais informações, visite www.nielsen.com.

CONTATO PARA IMPRENSA:

Litzahaya Canizal - litzahaya.canizal@nielsen.com